sábado, 2 de outubro de 2010

O início do fim.

Justo a história que não teve um final feliz é a que insiste em se repetir. Em todos os cinemas o mesmo filme está em cartaz. Todas as frases deixam a mesma mensagem. Todos os livros - mesmo os que foram escritos por escritores falidos totalmente abandonados em uma sargeta qualquer que só foram públicados depois que o mesmo cometeu suícidio em um sábado à noite - falam sobre a mesma dor: a falta. Seja a falta de outra pessoa, de você mesmo, de um futuro decidido, e também aquela falta que nós nunca sabemos do que é. Vazio. Eu tenho todas as faltas ocupando espaço demais dentro de mim. Incham, explodem, deixam buracos. Me afundo. E aí surge outra falta: falta de uma corda. Algo para me tirar do fundo do buraco. E então voltamos ao início: uma repetição.

Um comentário:

  1. gente, achei seu blog por acaso (sempre fico invadindo mentes alheias no blogger) e me identifiquei muito com o que você escreveu aqui! Acho que é normal sentir esse vazio, talvez seja justamente o que o elo em comum entre pessoas completamente diferentes. A única coisa que muda é o modo com o qual lidamos com tal vazio.
    Bem, pelo menos é o que eu acho. Continue escrevendo, seus textos são muito bons :)

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